Corte de Espinhos e Rosas
Autor: 
Sarah J. Maas
Editora:
 Galera Record
Páginas
: 431
Resenha escrita por:
 Leonardo Santos

Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la… ou Tamlin e seu povo estarão condenados.
Minha expectativa para ler um livro de Sarah J. Maas estava grande, isso por conta de todos as críticas positivas a respeito de suas obras (sendo Trono de Vidro uma das mais conhecidas), então vocês já podem imaginar o quanto eu fiquei feliz quando o box da série Corte de Espinhos e Rosas estava em promoção na Saraiva, comprei sem pensar duas vezes! Desde a compra estava ansioso para pegar firme na leitura, coisa que só consegui a alguns dias. Pouco conhecia sobre a história, portanto aí vai um rápido resumo (sem spoilers) para te contextualizar minha opinião sobre a obra. 

Em um mundo onde a raça humana foi escravizada por séculos pelos Feéricos (uma super raça que mescla traços élficos e bestiais), uma trégua foi estabelecida. Agora o planeta é dividido entre o território humano e feérico em um tratado delicado, onde nenhum deve interferir no território alheio. Nesse cenário, a história é narrada pelos olhos e sentidos de Feyre, uma humana que fica encarregada de sustentar a família através da caça após seu pai perder todas as vastas riquezas que um dia sua família possuíra. Nisso, caçando na floresta durante uma tarde, Feyre mata um feérico por acidente, ao confundir a criatura por um lobo. O que a protagonista não sabe é que ao matar a criatura, uma dívida de sangue foi criada.




O Conto da AiaAutora: Margaret Atwood
Editora:
 Rocco
Páginas
: 368
Resenha escrita por:
 Leonardo Santos

A história de 'O conto da aia' passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes - tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado - há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado.

nolite te bastardes carborundorum

A escrita pode ter sido publicada em 1985. Entretanto, O Conto da Aia nunca foi tão atual. Sucesso de crítica e vencedores de inúmeros prêmios, a obra de Margaret Atwood foi reconhecida pelo pública geral após o estrondoso sucesso da série homônima The Handsmaid's Tale, produzida pelo serviço de streaming Hulu. Agora, por que um livro de mais de vinte anos está fazendo tanto sucesso agora, em 2018? 

Os motivos são inúmeros, e tentarei trazer os principais deles aqui nessa resenha. Tentarei ao máximo desvincilhar as comparações com a série em si e tratar apenas do livro, mas já deixo avisado que ambas mantém um grau de excelência durante seu desenvolvimento e a adaptação é fiel em praticamente todo o conteúdo do livro. Enfim, vamos lá. 


Fala leitores e leitoras! Hoje trago aqui no Porão Literário uma lista das minhas trilhas sonoras preferidas! Vale lembrar que filtrei aqui para trilhas de filmes que são adaptações literárias! Foi muito difícil escolher apenas algumas, mas coloquei como classificação aquela trilha que seja REPLETA de músicas boas e que tenham me marcado de alguma forma. Vamos lá...

1) JOGOS VORAZES


Com certeza uma das trilhas que mais me marcou no mundo das adaptações literárias foi Jogos Vorazes. No total são três trilha sonoras comerciais (dos três primeiros filmes, respectivamente), repleto de artistas incríveis em canções que marcaram muito os fãs da saga. Entre tantas músicas incríveis, destaco aqui Elastic Heart, cantada pela Sia; We Remain, cantada pela Christina Aguilera e Yellow Flicker Beat, cantada pela Lorde (que também foi a responsável por produzir TODA a trilha sonora do terceiro filme). Até hoje não entendo o porquê do último capítulo da franquia não possuir uma trilha sonora comercial, já que elas fizeram tanto sucesso durante o tempo em que os filmes estavam no cinema.
Dentre as três trilhas sonoras, coloco a do primeiro filme como minha preferida, justamente por contar com alguns dos meus artistas preferidos, a trilha tem excelentes músicas que traduzem muito muito bem o clima distópico de Suzanne Collins, tal como Safe and Sound, parceria de Taylor Swift com Civil Wars. A música foi tão aclamada que inclusive ganhou um Grammy na categoria "Song Writter for Visual Media", um fato interessante é o de que Abraham's Daughter, outra música do álbum estava concorrendo na mesma categoria. 

Confira o restante clicando no link abaixo!

Me Chame Pelo Seu Nome
Autor: 
André Aciman
Editora:
 Intrínseca
Páginas: 287
Resenha escrita por:
 Leonardo Santos

A casa onde Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o jovem está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas na villa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver. Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia impaciente que parece atravessar o convívio inicial dos dois surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido. Uma experiência inesquecível, que os marcará para o resto da vida.

Elio já estava acostumado a rotina de ter visitas indesejadas durante os verões por conta de seu pai, um professor renomado que sempre apadrinhava jovens promissores os convidado para passar um tempo na casa de sua família para desenvolver teses e monografias. O motivo de Elio não gostar das visitas era justamente precisar ceder seu quarto para o hóspede durante as seis semanas, precisando assim se mudar para o quarto ao lado. Um novo verão se aproxima e com ele um novo hóspede. Oliver desde sua chegada causa um estranhamento a Elio, seja pelo seu jeito mais direto ou pelos ambiguidade que carregava em suas palavras e gestos, não demora muito para o garoto desenvolver uma faísca de desejo por Oliver e esse sentimento é explorado durante a narrativa de André Aciman. 


Fala leitores e leitoras! Decidi dar uma pequena variada no conteúdo do blog e oferecer à vocês listas de diversos temas diferentes, para começar montei essa com seis adaptações literárias que estão para estrear ainda esse ano no cinema! Procurei dar uma variada nos gêneros para deixar o mais amplo possível. Espero que vocês gostem e acabem conhecendo novas obras para ler e/ou assistir! 


Não Me Abandone Jamais
Autor: 
Kazuo Ishiguro
Editora:
 Companhia das Letras
Páginas: 344
Resenha escrita por:
 Leonardo Santos

Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de cuidadora. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto, esse internato idílico esconde uma terrível verdade. 'Não me abandone jamais' reflete, através da ficção científica, a questão da existência humana. 



Após a leitura de Não me Abandone Jamais, fiquei com muitas dúvidas sobre como escrever uma resenha sobre o livro de Kazuo Ishiguro. Isso porque sua obra me fez ter alguns questionamentos muito interessantes sobre o que nos realmente torna humanos e como lidamos com o fato de que nossa vida é finita, então logo se torna difícil escrever sobre.





CRÍTICA: A SOCIEDADE LITERÁRIA E A TORTA DE CASCA DE BATATA 
SINOPSE: Juliet Ashton (Lily James) é uma escritora na Londres de 1946 que decide visitar Guernsey, uma das Ilhas do Canal invadidas pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, depois que ela recebe uma carta de um fazendeiro contando sobre como um clube do livro local foi fundado durante a guerra. Lá ela constrói profundos relacionamentos com os moradores da ilha e decide escrever um livro sobre as experiências deles na guerra. 
LANÇADO EM: 10 de Agosto de 2018  
DISTRIBUIDOR: Netflix

Pois bem, escolhi esse filme para ser a primeira crítica do blog justamente pelo seu título curioso, afinal qual poderia ser a ligação entre uma sociedade literária e uma torta feita de casca de batata? (isso sem contar a pergunta: como se fazer uma torta a partir de cascas de batata???) Enfim, ao ver o trailer da obra na Netflix fiquei interessado e procurei um pouco sobre a produção para ver se valia a pena assistir ou não. O elenco com certeza foi um potencial, já que eu admiro muito o trabalho de Penelope Wilton, Matthew Goode e Lily James, e a história me incitou muito a assistir também. Após ver o filme fiquei até animado em ler a obra do qual ele foi inspirado! Portanto sem demoras, aí vai a minha opinião sobre o longa.